sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Campanha na passagem do século - 1° de janeiro de 1.900 - Praça da Matriz
Conego José Teóphilo Moinhos de Vilhena - Vigário da Campanha
e seu irmão
Monsenhor Paulo Emílio Moinhos de Vilhena - Futuro Vigário Geral da futura Diocese da Campanha

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Família Brandão de Vilhena
Dr. Serafim e Dona Marina
Ana Maria de Lourdes, Maria Elisa, Serafim Jr., Maria Eugênia, João Bráulio, José Augusto, Maria do Rosário, Tarcísio, Luiz Paulo, Ruy e Mauricio
Dona Elisa e Dona Maria Carlota
DOUTOR JOÃO BRÁULIO MOINHOS DE VILHENA JÚBIOR




Nasceu em 23 de julho de 1.860, filho do ilustre Desembargardor João Bráulio Moinhos de Vilhena e Dona Manoela Augusta Capistrano D’Alkimim de Vilhena;



Formado pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1.886, alem de profissional de reconhecida competência, era jornalista brilhante, político de grande prestigio, orador fluente e parlamentar respeitado e atuante.

Em 1.893 foi eleito deputado, tomando parte na sessão legislativa desse ano e do seguinte do Congresso do Estado de Minas Gerais. Voltou a ser eleito nas legislatura de 1.903 e 1.906, tendo sido nessa última, Presidente da Câmara.

A sua atuação na legislatura Mineira foi das mais marcantes e fecundas, destacando-se no plenário com orador de largos recursos e nas comissões de saúde e de orçamento com os seus aprimorados conhecimentos dos assuntos a elas pertinentes..

No governo do grande estadista, Dr. João Pinheiro da Silva, passou a ocupar a importante Secretaria das Finanças do Estado de Minas Gerais.

Homem público de grande prestigio politico e com extraordinária visão de futuro, o dr. João Bráulio Júnior,  antes mesmo de sua viagem a Europa, em missão oficial e extraordinária do governo do Estado de Minas Gerais,   ja estava indicado pelo PRM, Partido Rebublicano Mineiro, para ser o sucessor do dr. João Pinheiro - e com aval desse - na governança do Estado de Minas Gerais

A 23 de julho de 1.907. empreendeu viagem a Europa em Missão oficial do governo Mineiro para resolver assunto de natureza financeira do governo Mineiro e, também, para tratamento de saúde

Em principio de 1.908 foi operado de antiga enfermidade, em LOUSSANNE, Suíça, pelo famoso cirurgião Dr. Roux.

Regressando a Paris mais tarde, com seus familiares, sofreu gravíssimo acidente de automóvel, quando deixava um templo que fora visitar, próximo ao centro da cidade Luz, vindo a falecer., apesar dos socorros médicos, só se salvando a sua esposa, uma filhinha de pouca idade e uma criada que tambem ocupava o veículo sinistrado

O prestigioso jornal Campanhense, “Munitor sul Mineiro”, em sua edição de 13 de julho de 1.908, estampou, com destaque, a seguinte notícia sobre a lamentável ocorrência:

“ Despachos telegráficos de Paris dão-nos a triste notícia do horroroso desastre de que foi vitima nosso caro amigo e ilustre conterrâneo, Dr. João Bráulio Moinhos de Vilhena Júnior e sua exma família, ao sair da Basílica do Sagrado Coração de Jesus, nos arredores de Paris e de seu falecimento em decorrência dos ferimentos recebidos. Dizem ainda os referidos despachos telegráficos que na tarde de 5 do corrente, o Dr. João Bráulio, sua esposa e uma filhinha de pouca idade, conduzida por uma criada, regressando de uma Igreja, de automóvel, quando o pneumático de uma das rodas arrebentou, fazendo com que o veículo capotasse e projetasse ladeira abaixo por uma distância de cerca de 10 métros. Socorridas as vítimas por populares, foram de imediato, recolhidas ao hospital Leviboisiére, onde apesar dos esforços médicos´, veio a falecer na tarde desse dia, salvando-se os outros passageiros do veículo”.



O já citado jornal “Monitor Sul Mineiro” de 19 de julho de 1.908 dava, com detalhes, as seguintes informações da chegada dos restos mortais do inditoso médico Campanhense:

“Como estava anunciado, chegou a bordo do vapor “AVON” o corpo enbalsamado de nosso ilustre conterrâneo, Dr. João Bráulio Moinhos de Vilhena Júnior, que no dia 5 de julho foi vítima de um desastre de automóvel em Paris. O cadáver do malogrado brsileiro foi acompanhado pela viúva, uma filhinha e mais um filho que estudava na Alemanha.” {*}



O veterano “Jornal do Comércio”:de 28 se julho de 1.908, dava os seguintes informes sobre a chegada do corpo do Dr. João Bráulio no porto do rio de Janeiro:



“A bordo do Paquete Avon , chegou ontem os restos mortais do Dr. João Bráulio Moinhos de Vilhena Júnior, acompanhado de sua família. A viúva foi recebida pelo Ministro da Viação , Dr. Francisco Coelho. O féretro foi transladado para a Capela do Arsenal de Guerra, onde ficará até a partida para Belo Horizonte e depois para a cidade de Lambari.

O Presidente da República será representado pelo Almirante Alexandrino de Alencar, ministro da Marinha. O presidente do Estado de Minas Gerais, deliberou prestar ao malogrado auxiliar e amigo no governo, as mais vivas demonstrações de pezar, fazendo-se representar na chegada do corpo ao porto do Rio de Janeiro pelos senhores doutores, Alves Pinto, Prefeito de Belo Horizonte, Carvalho Pinto, secretário de Estado, Comissão do Senado Mineiro e Câmara dos Deputados de Minas e outras”
Estavam presentes tambem, representantes das cidades De Campanha e de Lambari

Texto transcrito do livro “NOTÍCIAS HISTÓRICAS DA CIDADE DA CAMPANHA” de autoria do ilustre advogado Campanhense,

DR. ANTONIO CASADEI

Do Instituto Histórico e Geográfico da Campanha

Do Instituto Histórico de Niterói

Do Instituto Histórico e Geográfico de Campos

Do Instituto Histórico e Artístico de Paraty

Do Instituto de Estudos do Vale Paraibanos de Guaratinguetá

Da Academia Sul Mineira de Letras



                                                     {*} O filho Serafim estudava na Suíça.

Palácio de Sintra - Residencia de Dom Henrique Manuel de Vilhena e Castañeda


terça-feira, 3 de agosto de 2010

Interior do Palacio de Sintra

Palacio de Sintra- resdencia de Dom Henrique Manuel de Vilhena e Castañeda-Conde de Sintra

ASCENDÊNCIA DOS VILHENA E DOS BUENO

A família Fleury, descende dos Vilhena, dos Bueno e do chefe tupiniquim Piquerobi e também de Tibiriçá, através de João Ramalho. Este é um dos personagens misteriosos de nossa História. Não se sabe como veio parar no Brasil, onde a expedição de Martim Afonso de Sousa o encontrou em 1532, um náufrago ou degredado, vivendo com uma esposa índia, Bartira, filha de Tibiriçá. Com o sócio Antônio Rodrigues, amancebado com uma filha do cacique Piquerobi, traficava pau-brasil e escravos indígenas para as naus de várias nacionalidades que aportavam a S. Vicente. Indo viver no planalto de Piratininga, onde o sogro Tibiriçá tinha sua aldeia, foi requisitado para ajudar na fundação de S. Paulo.
Os jesuítas se escandalizaram com a vida desregrada que levavam os primeiros europeus a se estabelecerem no litoral paulista, todos praticando a poligamia. Sua primeira providência foi batizar os índios. Como esses portugueses geralmente possuíam uma esposa legítima em Portugal, não foi possível casá-los religiosamente, como desejavam os padres.
Bartira recebeu no batismo o nome de Isabel e Tibiriçá recebeu o nome de Martim Afonso. João Ramalho morreu em 1580, com mais de 95 anos de idade, deixando uma infinidade de descendentes mestiços. A filha de Piquerobi, que vivia com Antônio Rodrigues, recebeu o nome cristão de Antônia. Piquerobi, irmão de Tibiriçá, chefiava a aldeia de Ururaí, atual S. Miguel Paulista; não quis se aliar aos portugueses, como fez seu irmão, mantendo-se arredio. Liderou uma rebelião contra os invasores, na qual foi morto por Tibiriçá. Os primeiros colonizadores vinham geralmente desacompanhados de família, e aqui se casaram com os descendentes desses quatro personagens, presentes na árvore genealógica das mais antigas famílias paulistas.

Manuel Rodrigues Lapa – Vida e obra de Alvarenga Peixoto, Instituto Nacional do Livro. Mais informações nos Autos da Devassa.
Testamento de Maria Josefa da Cunha Bueno – Revista Vozes de Petrópolis, set/out 1954.